• Rafa Nunes

Do quê você realmente gosta?

UM POST PRA FAZER A CABEÇA E O CORAÇÃO PENSAREM JUNTOS.

Nas últimas semanas, eu tenho colocado questionamentos constantes sobre estilo pessoal no Instagram. Um dos motivos pra isso é que, sempre que vamos começar uma investigação de estilo pessoal no processo da Consultoria de Estilo, uma das minhas maiores necessidades é saber do que a minha (ou meu) cliente gosta de verdade.


CRUSHES


Não era amor, era cilada.

Isso porque, num mundo onde a gente é diariamente bombardeado com opções de compras, informação, e uma ruma de "tem que ter", nem sempre a gente consegue separar direitinho o que realmente nos interessa de verdade, que é um amor verdadeiro ou uma paixão duradoura, e o que é só um crush que já já vai dar um abusinho só de olhar.


Não me entenda mal, não tô falando que não podemos ter uns crushes de vez em quando no nosso guarda-roupa e depois de um tempo jogar na lojinha do Enjoei ou repassar pra uma amiga. Mas, um guarda-roupa que foi basicamente montado em cima de crushes, sem pensamento ou racionalização em cima das nossas escolhas, começa fácil fácil a ficar abarrotado. As peças não vão conversar direito entre si, muitas vezes não são versáteis o suficiente, tem uso super limitado ou são de algo que foi "modinha passageira" e logo vem aquela conhecida sensação de "eu não tenho nada pra vestir", mesmo com toda a lotação de roupas. Aí, meu bem, é aquele velho ditado: não era amor, era cilada.


A mágica da Alegria

Em seu livro "A Mágica da Arrumação", Marie Kondo, consultora de organização pessoal japonesa e autora de uns dos maiores best-sellers sobre organização já escritos, propõe um método bem diferente pra reorganizar o que fica e o que não fica em casa. KonMari pede que nos façamos a seguinte pergunta, ao segurar um objeto: Isso me traz alegria? Se fim, ele fica, se não, vai virar desapego. O trabalho de Marie é interessantíssimo, e se tiver interesse de saber como funciona, clica AQUI pra assistir um talk dela do Google.


Ao fazer uma detox de guarda-roupa, os questionamentos são um pouco menos "diretos", mas a essência ainda é a mesma:

- Essa peça está funcionando na minha vida e no meu corpo?

- Eu me sinto bem quando estou vestid@ nela?

- Ela tem potencial pra ser versátil e render várias combinações?

- Ela tá bem do jeito que tá, ou precisa de algum ajuste/reforma?

E assim, peça a peça, eu e cliente vamos investigando e fazendo uma triagem do que já tá lá dentro do armário, com o objetivo de, ao final, ter um guarda-roupa que faça o olho brilhar de possibilidades.



Mudando o olhar

Então, o exercício pessoal que eu te proponho hoje é: tira uns minutinhos pra parar, olhar pra dentro, dá umas três respiradas bem fundas, abre a porta do guarda-roupa e se pergunta - O que tem aqui dentro que eu amo de verdade? O que eu realmente fico feliz de ter comprado e colocado pra dentro desse armário? Pode até parecer bobagem, mas te garanto que esse momento de autoanálise vai gerar não só um pouco mais de autoconhecimento, mas também a possibilidade de se questionar um pouco mais antes de se deixar render a qualquer embuste disfarçado de crush que aparecer nas araras por aí.

E já sabe, né? Precisando de mim, é só chamar!

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